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Dermolipectomia de coxas: o que é, como funciona e quando é indicada

Dermolipectomia de coxas: o que é, como funciona e quando é indicada

Tal como ocorre com a braquioplastia, ou seja, o lifting de braço, a dermolipectomia de coxas é um procedimento que tem por finalidade reduzir a flacidez presente nesta região. Normalmente caracterizada pelo excesso de pele, o lifting de coxas, como também é conhecido, nada mais é do que um procedimento indicado para pacientes que passaram por um severo processo de emagrecimento.

De modo geral, essas pessoas acabam acumulando uma grande área flácida na face interna das pernas. Vale lembrar que, além de ter finalidade estética, esse tipo de intervenção também apresenta benefícios clínicos, já que a eliminação do excesso de pele, permite ao paciente ter de volta sua qualidade de vida, sobretudo em razão da diminuição do atrito que, consequentemente, gera inflamação dos pelos ou dificulta a caminhada.

Quer saber mais sobre este assunto? Então, continue sua leitura!

 

O que é dermolipectomia de coxas?

Em linhas gerais, a dermolipectomia de coxas é uma intervenção cirúrgica idealizada para diminuir o excesso de pele ou gordura presente nas regiões laterais, internas e nos “culotes” da coxa. Sendo assim, por meio dela pode-se melhorar a aparência da região normalmente compreendida entre quadril e o joelho de indivíduos que perderam grande volume de peso de forma abrupta.

Basicamente, as técnicas utilizadas para a realização do “lifting de coxas” dependem, exclusivamente, da extensão do problema. Isto é, o cirurgião deve avaliar a área que será corrigida, ponderando as expectativas do paciente e a realidade que pode ser alcançada por meio do procedimento cirúrgico, de modo a alinhar os anseios da pessoa que será operada.

Importante destacar que, independentemente das técnicas escolhidas para tratar esta condição, o procedimento normalmente se dá através de pequenas incisões na região da virilha — e que podem se estender até a parte posterior da coxa. Na sequência, o cirurgião literalmente estica a pele, remodela o contorno do membro inferior e descarta o excesso.

Considerando se tratar de uma intervenção importante, utiliza-se de técnicas de sedação intravenosa associadas à anestesia geral. Além disso, o tempo médio da cirurgia gira em torno de 90 minutos. Outro ponto importante é que, dependendo de cada caso, pode-se combinar técnicas de lipoaspiração na região das coxas, a fim de potencializar o resultado da dermolipectomia.

 

Como funciona o procedimento cirúrgico?

Como já destacamos, a técnica cirúrgica na qual consiste o lifting de coxas depende muito da deformidade presente na face interna dos membros. Isso porque nem sempre o paciente que realizará o procedimento apresentará excesso de pele decorrente de um processo de emagrecimento.

Afinal, pessoas com gordura localizada também podem buscar esse tipo de intervenção a fim de amenizar a aparência da região — o que, por sua vez, teria resultados positivos por meio de uma simples lipoaspiração, por exemplo. Contudo, caso a condição esteja especificamente associada ao excesso de pele, para obter melhores resultados deve-se adotar técnicas mais invasivas, como é o caso da dermolipectomia de coxas.

Na prática, isso significa que, ao realizar uma lipoaspiração ao invés do lifting de coxas, a flacidez poderia ser acentuada, inviabilizando, portanto, o procedimento. Assim, após a remoção total da pele em excesso por meio de incisões no sulco da virilha, o cirurgião faz o fechamento do corte, com extremo cuidado, para evitar o prolongamento da cicatriz ou eventuais distorções na genitália.

É importante ressaltar, porém, que o tamanho das incisões pode variar de acordo com o volume de pele a ser extraído. Logo, as extensões da cicatrização são diretamente equivalentes ao grau de flacidez apresentada pelo paciente. Portanto, quanto mais pela extraída, maior será a cicatriz.

 

Quando o Lifting de Coxa é Indicado?

Para definir se determinado tipo de cirurgia é ou não indicado a qualquer paciente, deve-se estabelecer um criterioso processo de avaliação clínica e física. Assim, o cirurgião plástico é responsável por determinar, conforme os exames apresentados e a condição geral clínica do paciente, qual o melhor procedimento para atingir os objetivos desejados.

Em se tratando da dermolipectomia de coxas, esse tipo de intervenção apenas é recomendado para pessoas que não tiveram, por meio de dietas e exercícios físicos regulares, um resultado positivo quanto a eliminação de gordura ou excesso de pele. Logo, a intervenção cirúrgica apenas aplica-se após um acompanhamento nutricional adequado e uma mudança de hábitos.

Do ponto de vista clínico, a dermolipectomia não pode ser realizada em pacientes que apresentam doenças vasculares importantes nos membros inferiores, tais como uma obstrução do sistema linfático (linfedema), insuficiência arterial e/ou venosa. Além disso, o lifting de coxas não é indicado para fumantes ativos, salvo quando liberado pelo cirurgião após um processo de avaliação individual de riscos e benefícios.

Outro ponto que deve ser destacado é que o lifting de coxas não se trata de uma alternativa ao emagrecimento natural do corpo, incluindo da região das coxas. Sendo assim, é muito importante que se adote cuidados específicos após o procedimento em relação à manutenção da prática de atividades físicas e a adoção de uma dieta equilibrada.

Por fim, deve-se também ter atenção na escolha do profissional. Para tanto, basta pesquisar por cirurgiões devidamente registrados na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

 

Quais são os cuidados pós-operatórios?

Considerando a evolução normal do tratamento, o tempo de internação médio é de um dia. Porém, o pós-operatório pode demandar um período de descanso de pelo menos 7 ou 10 dias. Em outras palavras, o paciente não pode realizar movimentos bruscos, especialmente aqueles que envolvem a abertura das penas.

Além disso, o próprio movimento da caminhada, ainda que lenta e cuidadosa, pode comprometer o processo de cicatrização nos meses seguintes à dermolipectomia. Em alguns casos, é até mesmo comum notar um alargamento maior da cicatriz. Portanto, durante o pós-operatório, os cuidados observados vão influenciar diretamente na qualidade do resultado da cirurgia.

 

Conclusão

A perda de peso, assim como o processo de envelhecimento natural ou, ainda, a gestação, podem provocar alterações importantes na silhueta, além de comprometer o contorno corporal em geral. Por isso, é muito comum que essas pessoas apresentem um excesso de pele e flacidez na região das coxas em razão dos eventos listados.

No geral, apesar de exercícios físicos e dietas serem indispensáveis para minimizar tais problemas, nem sempre é possível ter de volta o aspecto natural dessa parte do corpo. Assim, considerando o incômodo que muitas pessoas sentem — e que pode levar a problemas de autoestima — a dermolipectomia de coxas pode ser bastante útil.
Contudo, é fundamental ter uma indicação médica para tal procedimento, uma vez que se recomenda, primeiramente, a prática de atividades físicas regulares. Assim, caso o resultado não corresponda às expectativas do paciente, esse tipo de procedimento torna-se uma alternativa viável.

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